terça-feira, 6 de novembro de 2012

PERPECPÇÕES DO RITUAL DE INICIAÇÃO


AUGUSTA E RESPEITÁVEL LOJA MAÇÔNICA
SIMBÓLICA SEPÉ TIARAJÚ, N° 1774
GOB/RS – ORIENTE DE PORTO ALEGRE

PERPECPÇÕES DO RITUAL DE INICIAÇÃO

 1° TRABALHO NO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM
 1. Introdução

Este trabalho tem o objetivo de externar aos Irmãos da A.’.R.’.L.’.S.’. SEPE TIARAJU, Nr 1774 – GOB/RS - ORIENTE DE PORTO ALEGRE, as percepções durante iniciação simbólica deste obreiro nos quadros da Maçonaria, servindo seu conteúdo de excelente base para a agregação dos conhecimentos necessários ao futuro do Aprendiz Maçom na Ordem.
A narrativa inicialmente é feita sob a ótica do profano que, como Candidato, assina seu pedido de iniciação, sendo sindicado e logo depois escrutinado. Após ter seu pedido tomado em consideração pela loja, o profano passa a chamar-se Postulante, denominação que perdura até seu recolhimento à Câmara das Reflexões. Ao passar pelas provas do 1° Grau, o postulante é chamado de Recipiendário  ou Aspirante. Terminadas as provas do 1° Grau, ele é proclamado, sendo reconhecido como Neófito, fase que estende-se até o final do discurso do Ir... Orador, momento em que completa sua 1ª instrução, recebendo finalmente o designativo de Aprendiz Maçom.

2. Desenvolvimento


-         O Candidato:
Após ter reconhecido meu perfil como apropriado ao candidato, fui convidado para ser iniciado na maçonaria. Já como Candidato, preenchi a ficha cadastral e providenciei os documentos exigidos. Difícil foi segurar ansiedade, sempre que encontrava o “padrinho” questionava sobre o andamento do pedido, até que recebi a tão esperada notícia. Minha solicitação havia sido aprovada e a data da Iniciação Simbólica foi marcada para o dia 09 de junho de 2008.
- O Postulante:
Neste momento, deixei de ser Candidato, passando a condição de Postulante. Foram mais de 30 dias de pura emoção, parece que os dias tinham mais de 24 horas, de tanto que demoravam a passar.
-         O Recipiendário:
Chegado o “grande dia”, foi também o marco da primeira desobediência as orientações do meu “padrinho”, pois este havia orientado que passasse o período da tarde em repouso, preparando-me para os acontecimentos da noite, porém, minhas atividades profanas não permitiram seguir o aconselhamento.
Ao chegar à Loja, já na entrada do prédio, tive meus olhos vendados, sendo em seguida conduzido para outro ambiente, onde uma pessoa que se apresentou como “Irmão Experto”, retirou meu calçado do pé direito, bem como levantou a perna da minha calça do mesmo lado, ate a altura do joelho. Também meu braço e meu peito, no lado esquerdo, ficaram despidos. Fui levado então por um corredor estreito onde havia uma escada com trajetória descendente, chegando a uma sala, sentei em um banco, e tive meus olhos descobertos. Permaneci por um longo período, observando as inscrições, os objetos e o aspecto do ambiente que lembra uma masmorra, momento bem propício às reflexões. Preenchi um testamento, que na verdade simbolizou o fim da vida profana e o início de uma nova vida, norteada pelos Augustos ensinamentos da Maçonaria. Novamente conduzido pelas mãos do Irmão Experto, retornei para o local onde antes estivera. Enquanto aguardava, ouvia a movimentação de pessoas que por ali circulavam, o que só aumentava a expectativa. Daquele local fui levado por outro corredor, em seguida paramos, e o Irmão Experto bateu à porta que estava a nossa frente. Após conversas entre o Irmão experto e alguém que estava do outro lado da porta, tivemos permissão para adentrar no recinto. Tive a percepção que o ambiente tinha o formato redondo, e as pessoas ficavam em camarotes, em um plano mais elevado em relação ao que estávamos. Além disso, ouvia outras três pessoas falarem e baterem marteletes sobre madeira, uma mais próxima de nós, situava-se no nosso lado esquerdo, a outra um pouco mais distante e à direita, e o terceiro, mais distante, situava-se à nossa frente e em um plano mais elevado, este último parecia conduzir os trabalhos.
Começaram-se as provas, na verdade a primeira prova já havia ocorrido quando da minha estada na Câmara de Reflexões, que corresponde a Terra. Confesso que foram momentos de felicidade associado a tensão, por desconhecer o que viria logo adiante, porém a vontade  de me tornar um obreiro do quadro da Maçonaria prevaleceu, e isto fez com que enfrentasse os desafios, bem como respondesse aos questionamentos, absorvendo na íntegra todos os conhecimento que o Rito Iniciático propicia. Começando a primeira viagem, fui levado pelo Irmão Experto, do Ocidente ao Norte, do Norte ao Oriente, do Oriente ao Sul, e pelo Sul ao Ocidente, seguindo no sentido horário. Durante a viagem, ouviu ruídos que lembravam tempestades, chuva, granizo e trovoadas que cessaram quando retornei ao local de onde havia saído. A segunda viagem, que correspondia ao elemento água, foi um pouco mais tranqüila, veio então a terceira viagem, que referia o elemento “fogo”. 
-         O Neófito
Após concluir esta fase, purificado pelos quatro elementos, fui conduzido pelo mesmo ambiente, porém em um local mais elevado, exatos quatro degraus, onde prestei o juramento que me ligaria a Instituição.
Fui retirado daquele ambiente, com a ajuda do Irmão experto, recoloquei meus calçados e minha roupa. Ainda com os olhos vendados, fui reconduzido a sala que antes estava. Após conversas entre duas das três pessoas que usavam marteletes, foi permitido pelo último que me fosse dada a luz, então tive a venda retirada. A primeira visão foram das luzes ao fundo do templo e mascarados apontando espadas em minha direção, as quais foram baixadas em conformidade com a aprovação do meu ingresso na Maçonaria, em verdade este ato simbolizou a união dos Irmãos na defesa da Ordem.
Fui levado por um Irmão, o qual era chamado de Mestre de Cerimônias, para o altar dos juramentos onde fiquei de joelhos, e o Venerável, com uma espada colocada acima da minha cabeça, pronunciou algumas palavras e bateu, com o malhete, três vezes na lâmina da espada. A seguir recebi um avental e dois pares de luvas brancas. Recebi então o tríplice abraço do Venerável Mestre.
- O Aprendiz Maçom
Novamente levado pelas mãos do Mestre de Cerimônias, fui conduzido ao Ocidente, sendo proclamado Aprendiz Maçom. Dali, por determinação do Venerável Mestre, fui colocado na Coluna do Sul, local onde ficam os Aprendizes, e assinei o livro de presenças da Loja.
Por fim, após a realização destes atos, tive restituídos meus metais, dos quais havia sido despojado ao ser introduzido na Câmara de Reflexões.

3. Conclusão
Ao concluir a narrativa, agradeço ao nosso V.’.M.’., bem como aos IIrs.`. Primeiro e Segundo Vigilantes, o primeiro pela escolha do tema do trabalho, o que propiciou um “feed-back” das atividades desenvolvidas durante o Cerimonial de Iniciação e o segundo pelo apoio e ensinamentos repassados. Em especial deixo registrada a minha gratidão ao Ir.’. Ripoll pelo convite para ingressar na Ordem, oportunizando meu aperfeiçoamento como pessoa, e a todos os Amados IIr.`. da Loja Sepé Tiarajú, pela ajuda e camaradagem dispensados a este recém iniciado.

Porto Alegre, 15 de setembro de 2008.

NELSON JUNIOR DA SILVA
A.`.M.`.