AUGUSTA E RESPEITÁVEL LOJA MAÇÔNICA
SIMBÓLICA SEPÉ
TIARAJÚ, N° 1774
GOB/RS – ORIENTE DE PORTO ALEGRE
PERPECPÇÕES DO RITUAL DE INICIAÇÃO
1°
TRABALHO NO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM
1. Introdução
Este trabalho tem o objetivo de externar aos Irmãos da A.’.R.’.L.’.S.’.
SEPE TIARAJU, Nr 1774 – GOB/RS - ORIENTE DE PORTO ALEGRE, as percepções durante
iniciação simbólica deste obreiro nos quadros da Maçonaria, servindo seu
conteúdo de excelente base para a agregação dos conhecimentos necessários ao
futuro do Aprendiz Maçom na Ordem.
A narrativa inicialmente é feita sob a ótica do profano que, como Candidato,
assina seu pedido de iniciação, sendo sindicado e logo depois escrutinado. Após
ter seu pedido tomado em consideração pela loja, o profano passa a chamar-se Postulante, denominação que perdura até seu recolhimento à Câmara das Reflexões. Ao
passar pelas provas do 1° Grau, o postulante é chamado de Recipiendário ou Aspirante. Terminadas as provas do 1°
Grau, ele é proclamado, sendo reconhecido como Neófito, fase que
estende-se até o final do discurso do Ir... Orador, momento em que completa sua 1ª instrução, recebendo finalmente
o designativo de Aprendiz Maçom.
2. Desenvolvimento
-
O Candidato:
Após ter reconhecido meu
perfil como apropriado ao candidato, fui convidado para ser iniciado na
maçonaria. Já como Candidato, preenchi a ficha cadastral e providenciei os
documentos exigidos. Difícil foi segurar ansiedade, sempre que encontrava o
“padrinho” questionava sobre o andamento do pedido, até que recebi a tão
esperada notícia. Minha solicitação havia sido aprovada e a data da Iniciação
Simbólica foi marcada para o dia 09 de junho de 2008.
- O Postulante:
Neste momento, deixei de
ser Candidato, passando a condição de Postulante. Foram mais de
30 dias de pura emoção, parece que os dias tinham mais de 24 horas, de tanto
que demoravam a passar.
-
O Recipiendário:
Chegado o “grande dia”, foi
também o marco da primeira desobediência as orientações do meu “padrinho”, pois
este havia orientado que passasse o período da tarde em repouso, preparando-me
para os acontecimentos da noite, porém, minhas atividades profanas não
permitiram seguir o aconselhamento.
Ao chegar à Loja, já na
entrada do prédio, tive meus olhos vendados, sendo em seguida conduzido para
outro ambiente, onde uma pessoa que se apresentou como “Irmão Experto”, retirou
meu calçado do pé direito, bem como levantou a perna da minha calça do mesmo
lado, ate a altura do joelho. Também meu braço e meu peito, no lado esquerdo,
ficaram despidos. Fui levado então por um corredor estreito onde havia uma
escada com trajetória descendente, chegando a uma sala, sentei em um banco, e
tive meus olhos descobertos. Permaneci por um longo período, observando as
inscrições, os objetos e o aspecto do ambiente que lembra uma masmorra, momento
bem propício às reflexões. Preenchi um testamento, que na verdade simbolizou o
fim da vida profana e o início de uma nova vida, norteada pelos Augustos
ensinamentos da Maçonaria. Novamente conduzido pelas mãos do Irmão Experto,
retornei para o local onde antes estivera. Enquanto aguardava, ouvia a
movimentação de pessoas que por ali circulavam, o que só aumentava a
expectativa. Daquele local fui levado por outro corredor, em seguida paramos, e
o Irmão Experto bateu à porta que estava a nossa frente. Após conversas entre o
Irmão experto e alguém que estava do outro lado da porta, tivemos permissão
para adentrar no recinto. Tive a percepção que o ambiente tinha o formato
redondo, e as pessoas ficavam em camarotes, em um plano mais elevado em relação
ao que estávamos. Além disso, ouvia outras três pessoas falarem e baterem
marteletes sobre madeira, uma mais próxima de nós, situava-se no nosso lado
esquerdo, a outra um pouco mais distante e à direita, e o terceiro, mais
distante, situava-se à nossa frente e em um plano mais elevado, este último
parecia conduzir os trabalhos.
Começaram-se as provas, na
verdade a primeira prova já havia ocorrido quando da minha estada na Câmara de
Reflexões, que corresponde a Terra. Confesso que foram momentos de felicidade
associado a tensão, por desconhecer o que viria logo adiante, porém a
vontade de me tornar um obreiro do
quadro da Maçonaria prevaleceu, e isto fez com que enfrentasse os desafios, bem
como respondesse aos questionamentos, absorvendo na íntegra todos os
conhecimento que o Rito Iniciático propicia. Começando a primeira viagem, fui
levado pelo Irmão Experto, do Ocidente ao Norte, do Norte ao Oriente, do
Oriente ao Sul, e pelo Sul ao Ocidente, seguindo no sentido horário. Durante a
viagem, ouviu ruídos que lembravam tempestades, chuva, granizo e trovoadas que
cessaram quando retornei ao local de onde havia saído. A segunda viagem, que
correspondia ao elemento água, foi um pouco mais tranqüila, veio então a
terceira viagem, que referia o elemento “fogo”.
-
O Neófito
Após concluir esta fase,
purificado pelos quatro elementos, fui conduzido pelo mesmo ambiente, porém em
um local mais elevado, exatos quatro degraus, onde prestei o juramento que me
ligaria a Instituição.
Fui retirado daquele
ambiente, com a ajuda do Irmão experto, recoloquei meus calçados e minha roupa.
Ainda com os olhos vendados, fui reconduzido a sala que antes estava. Após
conversas entre duas das três pessoas que usavam marteletes, foi permitido pelo
último que me fosse dada a luz, então tive a venda retirada. A primeira visão
foram das luzes ao fundo do templo e mascarados apontando espadas em minha
direção, as quais foram baixadas em conformidade com a aprovação do meu
ingresso na Maçonaria, em verdade este ato simbolizou a união dos Irmãos na
defesa da Ordem.
Fui levado por um Irmão, o
qual era chamado de Mestre de Cerimônias, para o altar dos juramentos onde
fiquei de joelhos, e o Venerável, com uma espada colocada acima da minha cabeça,
pronunciou algumas palavras e bateu, com o malhete, três vezes na lâmina da
espada. A seguir recebi um avental e dois pares de luvas brancas. Recebi então
o tríplice abraço do Venerável Mestre.
- O Aprendiz Maçom
Novamente levado pelas mãos
do Mestre de Cerimônias, fui conduzido ao Ocidente, sendo proclamado Aprendiz
Maçom. Dali, por determinação do Venerável Mestre, fui colocado na Coluna do
Sul, local onde ficam os Aprendizes, e assinei o livro de presenças da Loja.
Por fim, após a realização
destes atos, tive restituídos meus metais, dos quais havia sido despojado ao
ser introduzido na Câmara de Reflexões.
3.
Conclusão
Ao concluir a narrativa,
agradeço ao nosso V.’.M.’., bem como aos IIrs.`. Primeiro e Segundo Vigilantes,
o primeiro pela escolha do tema do trabalho, o que propiciou um “feed-back” das
atividades desenvolvidas durante o Cerimonial de Iniciação e o segundo pelo
apoio e ensinamentos repassados. Em especial deixo registrada a minha gratidão
ao Ir.’. Ripoll pelo convite para ingressar na Ordem, oportunizando meu
aperfeiçoamento como pessoa, e a todos os Amados IIr.`. da Loja Sepé Tiarajú,
pela ajuda e camaradagem dispensados a este recém iniciado.
Porto Alegre, 15 de
setembro de 2008.
NELSON JUNIOR DA SILVA
A.`.M.`.
Um comentário:
bom trabalho
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